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Depois de muitos giros...
Escolho este trecho do artigo que Chauí escreve sobre a obra de Merleau-Ponty, pois traduz umas das minhas convicções acerca da filosofia:
O mundo é mais velho do que a consciência e do que nós e a "percepção do mundo funda para sempre nossa idéia de verdade". Invoca-se um irrefletido e um "cogito-tácito", anteriores a toda tese posta pelo intelecto. Para Merlau-Ponty: "A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo" antes de sua apropriação intelectual já que a percepção funda nossa idéia de verdade, nosso corpo, enquanto corpo cognoscente, é iniciação ao mistério do mundo e da razão. Graças ao corpo, espaço, tempo, motricidade, sexualidade, linguagem, visão, emoção, pensamento e liberdade surgem na trama dos acontecimentos corporais e destituem a consciência reflexiva de seu papel consituinte soberano ou do insensato "projeto de posse intelectual do mundo"
(CHAUÍ. Marilena, Merleau-Ponty: a obra fecunda. A filosofia como interrogação interminável. In: Revista Cult. Acesso em: 10.05.2010. http://www.revistacult.uol.com.br/.)
Reaprender a "ver-se" no mundo sem as amarras "intelectualóides" e "racionalizantes" para "sentir-se" no mundo de maneira livre e integral.
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